O Fusca era só o pó da gaita

Às 3h da manhã Victor Gutman e seu companheiro de viagem acordaram para preparar as últimas coisas antes de botar o pé na estrada, de Londrina rumo a Curitiba, com seu Fusca branco placa AIT-2479. Às 4h, disse ele, já estavam vendo o conta-giros da carocha trabalhando.

Não sei como foi a viagem deles, mas imagino que a região de Londrina e depois os Campos Gerais do Paraná, a essa hora da madrugada, ainda com o orvalho da noite, deviam proporcionar belas paisagens. O vento entrando pela frestinha da janela e o ronco do motor deviam completar o clima viageiro. Quem sabe ainda um chimarrão ou um café recém-coado na garrafa térmica para esquentar…

Victor, seu copiloto e seu Fusca 78 chegaram em Curitiba por volta das 12h. Vieram para participar do evento. Vieram para encontrar outros fusqueiros. Vieram porque ter um Fusca é ter um carro que vive fazendo história.

E a história desse AIT é longa.

Victor Gutman e seu Fusca 78

Victor Gutman e seu Fusca 78

Um morador de Nova Esperança, cidade do interior do Paraná entre Maringá e Paranavaí, comprou o Fusca 1300 zero quilômetro. Depois de quatro meses, sem mais conseguir pagar as parcelas do financiamento que tinha feito, vendeu o carro para o tio de Victor. Passados alguns anos, esse mesmo tio deu o automóvel para seu pai (avô de Victor), que o usava para ir ao sítio várias vezes por semana. Lá, carregava o Fusca com sal, mato e até bezerro! Resultado: o besouro branco acabou sendo “extremamente mal-cuidado” (palavras do próprio Victor). “O Fusca era só o pó da gaita”, afirmou.

Quando tinha 13 anos (hoje em dia ele tem 19) e pediu o Fusca para o avô, que concordou em dá-lo quando irmão mais velho de Victor completasse 18 anos. A segunda condição foi que teriam que levá-los, ao avô e ao Fusca, até Florianópolis.

Quatro anos mais tarde, Victor já com 17 e o irmão com 18, começaram a reformar o carro, que continuava mal-conservado. Embora não dispusessem de muito dinheiro, conseguiram deixar o carro em bom estado e cumpriram com a segunda condição do combinado: levar o avô e o Fusca de Nova Esperança até Florianópolis, a 750km de distância.

No caminho, tiveram um problema com o regulador e a bateria, que foram trocados em Londrina. De lá até a capital catarinense, o Fusquinha rodou macio.

Para Victor, assim como para muitas outras pessoas, o seu Fusca é como se fosse da família. Não troca ele por nada no mundo.

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5 comentários para “O Fusca era só o pó da gaita”

  1. Victor disse:

    É isso aí! Agora ele está um “sino” kkkkk

  2. Marcela Braga disse:

    Sensacional !!!
    Falta só levar eu pra dar um rolé nele …

    ^^

    Beijão

  3. buyvigrx disse:

    Keep working ,great job!

  4. coupon codes disse:

    Estou impressionado de ler uma história tão poderosa sobre O Fusca era so o po da gaita « Blog do Fusca. Vou postar um link no meu site cupom para este blog . Eu estarei de volta para ler mais.

  5. admin disse:

    Fique a vontade, apareça quando puder!

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