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Dia Mundial do Fusca terá inscrições limitadas

terça-feira, 31 de maio de 2011

Atenção fusqueiros de Curitiba. O Dia Mundial do Fusca, que acontecerá no dia 26 de junho na Praca Nossa Senhora de Salete, será um evento muito concorrido.

A comemoração será destinada apenas aos Fuscas e a exposição será limitada a 150 veículos. Em breve, os participantes poderão se inscrever pelo Blog do Fusca. Por isso, fique atento ao blog e não perca o prazo de inscrição.

Dia Mundial do Fusca

Blog do Fusca entrevista Alexander Gromow

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Com a proximidade do Dia Mundial do Fusca, o Blog do Fusca não poderia ficar de fora. Para iniciar a comemoração do evento, conversamos com o fusqueiro Alexander Gromow, que criou a data em 1995.

Blog do Fusca: Como o Dia do Fusca é comemorado pelo Brasil? O que os fusqueiros podem esperar para 2011?

Alexander Gromow: O Dia Mundial do Fusca é uma data comemorativa voluntária. Quando uma data comemorativa voluntária é lançada, são dadas condições para que todos os interessados façam a sua comemoração da maneira como quiserem ou puderem. Não há uma coordenação central que decida quem vai fazer o que e como, porém, seguindo o que tem ocorrido até hoje, certamente irão ocorrer comemorações em várias cidades brasileiras.

Existe alguma integração entre os clubes de Fusca espalhados pelo país?

É comum ocorrer a integração, como já aconteceu em Brasília com o VW Boxer Club e demais clubes da região, que comemoraram a data em conjunto.

No caso do grandioso evento de Curitiba, a data escolhida foi o dia 26 de junho e será uma realização conjunta entre Rebuli Eventos Automotivos e Fusca Mania Clube de Curitiba, sob a condução do Otto K. Bisneto, com o apoio da Copava. Esta variação depende das possibilidades de cada clube conseguir espaço e patrocínio para realizar o evento.

Em Poços de Caldas, o Clube do Fusca tem a tradição de festejar o Dia Mundial do Fusca. Isto se repete em várias outras cidades brasileiras. Já em Lima, capital do Peru, quatro clubes que no ano passado realizaram no mesmo dia comemorações separadas este ano realizarão em conjunto, o que será um mega evento.

O importante é que sejam realizadas comemorações, independente de como elas sejam, pois a meta desta data é fomentar a conservação do Fusca e de sua interessantíssima história. Também neste evento, os Fuscas que participam recebem um trato e muitos são motivados a recuperar seus carros, prolongando a existência deles.

DMF Peru

Qual é a importância do apoio das concessionárias para a realização das ações nessa data?

Como o Fusca já não é fabricado há anos, o eventual apoio – tanto da fábrica em São Bernardo do Campo como principalmente das concessionárias – se reveste de uma importância que remete à relevância deste carro para a própria marca, cedendo o seu nome e sendo a mola propulsora do sucesso da marca no mundo.

Em Curitiba, temos um exemplo importante considerando o contexto brasileiro, que é a Copava, cuja diretoria apoia as iniciativas ligadas ao Fusca e à Kombi.  Eu mesmo tive a oportunidade de participar de um evento destes e de deixar registrado em vídeo o meu reconhecimento à Copava por seu importante apoio ao movimento preservacionista da marca VW na região (Clique aqui para assistir ao vídeo). Essa atitude ganha em importância quando se leva em conta que este tipo de apoio não é tão frequente considerando-se as demais concessionárias VW no Brasil.

alexander gromow

Muitas pessoas utilizam o seu Fusca como um transporte alternativo apenas aos finais de semana ou em eventos especiais. Você acredita que o 22 de junho incentiva que essas pessoas saiam de casa com seu Fusca?

Sim, e aqui cabe um esclarecimento adicional. Como eu disse anteriormente, tanto faz como a comemoração seja feita, o importante é que ela seja feita. Sendo assim, há alguns anos a revista americana especializada em VW Volkswagen Trends ampliou o conceito do Dia Mundial do Fusca lançando a interessante alternativa: “Drive your VW Beetle to Work Day” (Dia de ir com o seu Fusca para o trabalho), e isto, obviamente, ganha uma importância maior nos anos em que 22 de junho cai no meio da semana. Para indicar que os carros estão participando deste tipo de comemoração eu sugiro que sejam afixados pequenos cartazes às vigias laterais traseiras dos Fuscas.

Desde 1995, quando foi criado o Dia Mundial do Fusca, quais foram os avanços conquistados pelos antigomobilistas no que diz respeito aos apoios?

A luta por apoio para a realização de eventos é uma constante que acompanha as tarefas quase que diárias dos dirigentes de clubes e de associações de automóveis antigos.

O interessante é notar que o evento em si continua a ser comemorado, agora em sua décima sexta edição, e que há comemoração em vários países. Isto demonstra que, apesar da constante dificuldade de se obter apoio, a vontade de realizar o evento não esmoreceu e está perpetuando a data entre os Fuscamaníacos em todo o mundo.

De que forma o senhor se envolveu com a criação do Dia Mundial do Fusca em Bad Camberg?

A ideia de lançar o Dia Mundial do Fusca surgiu quando eu participei pela primeira vez do evento de Bad Camberg, no ano de 1991, quando o saudoso o criador e organizador deste evento, Heinz Willy Lottermann, me convidou para falar durante o jantar de congraçamento. Nesta oportunidade, relatei a existência da bem sucedida comemoração do Dia Nacional do Fusca no Brasil e lancei a ideia de se estabelecer um Dia Mundial. Esta ideia foi aprovada por aclamação pelos participantes.

Seguiu-se um trabalho para a harmonização da data, que foi realizado numa época em que a Internet ainda não existia. Na época, eu era o presidente do Fusca Clube do Brasil e editava o boletim informativo A Bananinha (apelido das setas direcionais dos Fuscas mais antigos). Como eu redigia este boletim em português e inglês, e como o boletim era enviado a clubes do exterior, foi possível usar a plataforma do boletim – especificamente a coluna “Palavra do Presidente” – para ir harmonizando os detalhes do Dia Mundial com os demais clubes que respondiam por carta.

Qual foi o seu primeiro contato com um fusca?

Aqui eu tenho que voltar no tempo até a década de 1950, em Porto Alegre. Foi lá que eu andei pela primeira vez num Fusca que pertencia ao chefe do meu pai, o Dr. Leicher. Ainda era um Fusca de duas janelinhas e eu gostava muito de andar no bagagito.

alexander gromow

Quantos fuscas já passaram pela sua vida?

Eu tenho um só Fusca desde 1970. Como morador de um apartamento em São Paulo, o problema maior é onde guardar carros de coleção, daí o fato de eu não ter mais exemplares. Porém, o que vale no caso não é a quantidade de carros, mas o que eu, com muito orgulho, posso apresentar como sendo o meu vasto currículo no campo da Fuscamania, que inclui eu ter escrito dois livros. Um com a história brasileira do carro mais popular do mundo – com um capítulo sobre o VW Brasília – e outro com uma compilação de causos de felizes proprietários de Fusca. Com isto fica demonstrado que, no meu caso, o trabalho em prol do Fusca independe da quantidade de Fuscas que tenho, mas que na verdade é uma questão de idealismo, pesquisa e trabalho realizado com afinco.

Anote na agenda: 3º Dia Mundial do Fusca

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O 3º Dia Mundial do Fusca já tem data e local para acontecer. O evento será realizado no dia 26 de junho no estacionamento do Tribunal de Justiça, que fica na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. O encontro, que mais uma vez tem o apoio da Copava e do Blog do Fusca, ocorre das 10h as 18h e conta com entrada gratuita. Pensando nisso, nas próximas semanas o blog trará posts especiais sobre a data. Aguarde e não deixe de participar.

Fusca rebaixado

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Desde que comprou seu Fusca, a única coisa que Mateus fez foi rebaixá-lo. De resto, tudo é original.

A história do Mateus com os Fuscas vem do seu tio, que tinha um VW Sedan. Quando era pequeno, Mateus já gostava de Fuscas e queria ter um. Seu primeiro carro foi um Fafá 1984 e de lá para cá sonhava em ter um 64 rebaixado.

Eis que, em Rio Negro, o Mateus encontrou o Fusca que procurava…

Carro Mateus

Mateus e carro

Amor de Fusca à primeira fungada

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dizem os escritores que falar de amor é um dos temas mais difíceis que existe. Depois dos clássicos franceses, como Stendhal, Proust e Zola, não haveria mais o que dizer. No entanto, histórias de amor continuam existindo, mais e mais a cada dia. Em diferentes lugares e entre diferentes pessoas.

Poderia então existir uma história de amor entre uma pessoa e um objeto? Os apaixonados por carro afirmam que sim. Seus carros são suas vidas e suas vidas são seus carros.

Sendo assim, por que não ficar marcado por algum detalhe de um carro? Os detalhes, sobretudo os cheiros, são normalmente vinculados às lembranças por uma questão fisioneurológica.

Esse foi o caso do William e do seu Fusca ARY-8565.

Tirou a chave e nem desligou!

Tirou a chave e nem desligou!

Em 2007, William saiu da sua casa, pegou um ônibus e foi até Campo Largo, onde tinha visto um Fusca para vender. A ex-proprietária era uma “véia”, nas palavras de William. Assim que viu o Fusca, não ficou convencido. Aliás, até daria para dizer que não gostou muito dele. Mas como já tinha ido até lá, resolveu não perder a viagem e deu uma olhada geral no carro.

Abriu o capô, inspecionou o motor, averiguou o interior… E pediu para dar a partida. Queria ver se o carro estava funcionando. Pôs a chave na ignição e ligou o carro. Para testar o velho motor, começou a acelerar e acelerar e acelerar…

Tanto acelerou que ficou com o cheiro do Fusca na camisa. Enquanto conversava com a “véia” sobre o carro e condições de pagamento, foi sentindo o cheiro que ficou impregnado na sua camisa. Aquilo agiu sobre ele de maneira única.

Não bastou muito para que o cheiro o convencesse de que aquele Fusca precisava ser seu. Uma vez decidido, a compra se deu quase no ato!

Já com o carro, que estava em condições duvidosas de preservação, pegou a estrada para voltar. Apesar de o pai de William ser mecânico, o ARY-8565 foi o primeiro Fusca que ele dirigiu na vida. Aliás, enquanto retornava, foi pensando que ele próprio poderia arrumar o carro, que não precisaria da ajuda de seu pai.

Quando chegou em casa, estacionou o carro e tirou a chave. Só que o Fusca não desligou. Continuou funcionando mesmo sem a chave na ignição! Tanto tempo estava parado que o motor desaprendeu a desligar.

Desde então o Fusquinha virou seu xodó…

Fusca com maioridade

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As mulheres, ao completar 15 anos, costumam debutar e ser “oficialmente” apresentadas à sociedade. Os homens, por outro lado, não possuem uma festa específica para comemorar a maioridade, à exceção do aniversário de 18 anos. É quando alguém “deixa” de ser adolescente e vira adulto. É o que dizem, pelo menos. Aos 18, atinge-se a plenitude dos direitos e deveres como cidadão brasileiro.

Fico me perguntando se no mundo dos carros seria a mesma coisa…

O Fusca de placa ABI-5611 segue essa linha. Com seus 23 anos desde a fabricação, está com Celinski, seu proprietário, há 18. Maioridade na fabricação e maioridade com o dono. Comprado de pessoas conhecidas, depois de tantos anos não passou ainda dos 80.000km rodados. Um carro conservado.

Por ser de 1986, o Fusca de Celinski é um Fafá. É um dos últimos antes do Itamar. E dos mais elegantes, diga-se de passagem. O proprietário, no entanto, usa-o como “estepe”. Muito por querer preservá-lo, um pouco por ter outros carros (Celinski tem ainda outros 3 Fuscas).

Infelizmente, por uma tragédia, não tenho fotos do Fusca de Celinski nem conseguimos fazer contato com ele por e-mail. Se ele ou alguém que o conhece puder entrar em contato conosco aqui pelo blog, ficaríamos muito felizes de adicionar fotos da sua carocha a este post.

Cadê o Celinski?