Posts com a Tag ‘copava’

Dia dos Pais Copava – De volta para o passado!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Concessionária Copava promoverá, neste próximo sábado (8 de agosto), um para o Dia dos Pais. Na expectativa de proporcionar um retorno nostálgico aos pais e recuperar os tempos idos, a Copava vai comemorar a data à moda antiga, trazendo as brincadeiras que marcaram nossos pais durante sua infância.

Ao invés de Fifa Soccer, teremos pebolim e futebol de mesa. Ao invés de Need for Speed, teremos autorama. Será um evento em que o conhecimento do passado terá mais valor que o conhecimento de computador.

De quebra, para os adoradores de carro, haverá também uma exposição de automóveis única, com carros que algum dia já foram seu sonho de consumo…

Venha prestigiar. A entrada é franca.

Dia dos Pais Copava

Dia dos Pais Copava

Dia dos Pais Copava

Av. Munhoz da Rocha, 903 | Cabral

Data: 8 de agosto

Horário: das 14h às 18h

Informações: 3313-3011

Fusca azul pavão?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Marco Rebuli é um apaixonado por Fuscas e nos mandou a história completa do seu. Leia-a na íntegra. O texto é do próprio Rebuli.

Era uma manhã de inverno de 1997 quando fomos à feira livre do Bacacheri. Estacionamos nosso carro logo atrás de um Fusquinha azul profundo muito conservado e cheio de acessórios. Começamos a olhá-lo e notamos uma discreta placa de papel em que estava escrito “VENDO” com caneta bic.

Combinamos de esperar para verificar com o dono o valor da preciosidade. Minha esposa e eu estavámos muito interessados. Passados uns 10 minutos, notamos que um casal de idosos, ela uns 300 anos e ele uns 500 anos,  que levaram 10 minutos para atravessar a rua!

Seu Alcides era o nome dele.

Pedi para dar uma olhada por dentro: debaixo dos tapetes, caixa de ar, tudo ok! Também pedi para ver o local do estepe, tudo ok! Motor: liguei, acelerei, mexi na polia, tudo ok! Verifiquei o preço: na época ele queria 5.000,00 e eu tinha 4.500,00. Conversando, aceitou os 4.500,00. Foi assim que compramos o nosso 1° VW antigo.

No domingo à tarde, fomos à casa do seu Alcides para concretizar a venda. Entreguei-lhe o dinheiro e ele me passou: o manual original, chave extra, chave da trava de câmbio, um jogo zerado de calotas, nota fiscal de compra (SERVOPA), jogo de sobrearos.

A partir daquele momento a família Rebuli (Marco, Lana e Kenndra) tinha um Fusquinha 1969.

Família Rebuli e seu Fusquinha AIJ-2326

Família Rebuli e seu Fusquinha AIJ-2326

Durante a semana, fizemos uma manuteção preventiva e, para surpresa, só foi preciso calibrar os pneus, Dunlop na época. Como o Fusquinha estava bem, resolvemos participar do 3° Sul-Brasileiro de Fuscas em Blumenau. Mesmo nunca tendo viajado de Fusca, não titubeamos. Saímos às 19h da sexta e chegamos a Blumenau à 1h30. Uma aventura inesquecível, porque choveu a viagem toda, os vidros ficaram embaçados, a luz do farol amarelo era muito fraca…

No evento, fomos muito bem-recebidos. Durante a premiação, perdemos o troféu de Fusca com mais acessórios para um Fusca de Pomerode que tinha bagageiro. Eu e minha esposa começamos então a buscar todo tipo de acessório raro de Fusca. Foi assim que começou a nascer o Fusca azul pavão (azul de sua cor, pavão de tanto adorno que ele apresenta…).

Começamos a participar de todo evento de Fuscas e de carros antigos que podíamos. Devido ao excesso de adornos que conseguimos, colecionamos muitos troféus. Alguns acessórios curiosos:

  • Maleiro traseiro - adquirido em Pomerode, foi presente do dono de um ferro-felho (usado de 1949 a 1954); é basculante e leva até três malas deitadas e uma inclinada, tudo do lado de fora;
  • Mosquiteiro - adquirido no Rio de Janeiro, acessório instalado na parte de cima do vidro móvel das portas, que mantém a circulação de ar dentro do Fusca e facilita o fechamento das portas, não deixando os insetos entrarem;
  • Trinco da porta do passageiro com chave – dispositivo de segurança que evita que uma criança abra a porta por acidente;
  • Quebra-sol externo – vindo da Alemanha, foi presente de um antigo chefe; é todo em alumínio e evita o uso do quebra-sol interno;
  • Quebra-joelhos – pequeno bagageiro interno que fica embaixo do painel do Fusca (em caso de acidente, ele normalmente quebra o joelho de quem está dirigindo);
  • Tela metálica dos faróis – evita que pedras (época em que as estradas eram de terra) quebrem a lente de vidro do farol;
  • Antiestática – pequena molinha que fica fixada na entrada do macaco, cuja função é, ao tocar o meio-fio, fazer um aterramento e descarregar a energia estática;
  • Tela de teto – para carregar mapas durante a viagem.

Com um total de mais de 113 acessórios internos e externos, o Fusca azul pavão é conhecido em todos os encontros de carro.

Os anos passaram e a família Rebuli cresceu (Marco, Lana, Kenndra e também Heronn). Começou a ficar apertado viajar com todos dentro do Fusca. Foi então que nasceu a ideia de adquirir uma Kombi Split 1975. Um banco para cada filho na viagem e espaço de sobra para a bagagem. Mas será que o Fusca ficaria no esquecimento? Não. A Kombi foi adaptada para levar na sua traseira nosso Fusca e assim continuarmos a participar dos eventos com o Fusquinha.

Fotos do evento

quinta-feira, 9 de julho de 2009

No dia 20 de junho cerca de 100 fusqueiros se reuniram na Copava do Centro Cívico para comemorar e homenagear o Dia Mundial do Fusca. Além da exposição dos carros, houve também distribuição de camisetas e papertoys. Veja algumas fotos do evento:

Fusqueiros enchendo o estacionamento

Fusqueiros lotando o estacionamento

Vista aérea do Dia Mundial do Fusca

Vista aérea do Dia Mundial do Fusca

Quase 200 pessoas visitaram o evento

Quase 200 pessoas visitaram o evento

Willians Zultanski, diretor comercial da Copava

Willians Zultanski, diretor comercial da Copava

A foto oficial dos colecionadores

A foto oficial dos colecionadores

Baixe também seu papertoy pelo site

Baixe também seu papertoy pelo site

No final do evento ainda ocorreu uma fusqueata

No final do evento ainda ocorreu uma fusqueata

Fusca-maternidade

segunda-feira, 6 de julho de 2009
Fusca AVM-1981, de Marcos Allenstein

Fusca AVM-1981, de Marcos Allenstein

Imaginem aquela correria de filho por nascer. É mãe preocupada com a bolsa arrebentada, pai catando os apetrechos do bebê, é vó dando apoio para a filha, tia deixando todos mais nervosos ainda.

Todos dentro do carro com rumo certo: maternidade.

Depois do trabalho de parto, nasce a criança. Na hora de ir embora, todos de novo dentro do carro. Ele: um Fusca 1973 de placa AVM-1981.

Levar para o colégio, futebol, parque, almoço na casa do avô, tudo sempre feito com o Volkswagen Sedan. Sem contar as inúmeras idas da família à praia nas férias, na região de Joinville. Significa dizer que subir a serra é brincadeira de criança para o robusto 1500cc.

Sua história começa em 73, seu ano de fabricação, quando o avó de Marcos o tirou zero da concessionária. Um ano depois, o avô o vendeu ao pai de Marcos, que o usou até dá-lo como herança para Marcos. Desde então, usa o carro diariamente, seja para ir ao trabalho, às baladas ou encontrar os amigos fusqueiros.

Se alguém nesse enredo todo pode dizer que tem uma história de vida com o Fusca, esse alguém é o Marcos. Só não nasceu dentro do carro porque seria meio difícil para os médicos fazerem o parto no banco de trás…

Fusca highlander

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Já ouviram falar de um Fusca 2008? Não? Devem estar se perguntando “como”, se até no México o último Fusca foi produzido em 2003. Fuscas 63, 64, 68, 70 ou até os Itamar são relativamente fáceis de encontrar, mas um 2008?

Cláudio Mello, no entanto, explica como isso pode acontecer. Reformando inteiramente um 79 com peças modernas. Exemplos:

  • Para-brisa com insufilm;
  • Para-choques cromados e pintados recentemente;
  • 4 bancos reclináveis individuais (lembrar que muitos Fuscas tinham bancos únicos na frente e atrás) em couro;
  • Forração interna também em couro;
  • Carro todo acarpetado;
  • Isolamento termoacústico do Mitsubish (teto, laterais, portas e motor);
  • Cintos de segurança de 3 pontos;
  • Todos os parafusos da lataria e chassi em aço inox;
  • Motor 1300cc novo (com somente 1300km rodados);
  • Mecânica geral e suspensão novas;
  • Rodas aro 17″ de Lamborghini;
  • 4 pneus Toyo 205/40;
  • Som Sony com sub 12″;
  • Alarme com sensor de presença;
  • Rastreador via satélite;
  • Painel remodelado em fibra de carbono e aço inox;
  • Volante esportivo;
  • Fiação elétrica toda nova.

Respondido? De quebra, Cláudio ainda garante que os 30 anos que o seu Fusca 79 já tem não são nada se comparados aos 50 (pelo menos!) que o seu 2008 ainda vai aguentar…

Cláudio com seu Fusca 2008(79)

Cláudio com seu Fusca 2008(79)

Abaixo, algumas fotos mostrando como um 79 vira um 2008:

Antes de tudo

Antes de tudo

Durante

Durante

E o interior

E o interior

Pé na tábua e pernas pra que te quero!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Luiz Marcus é mineiro e acabou vindo parar em Curitiba. Antes, porém, passou por São Paulo, onde deixou história.

Escreveu-a com muita gasolina e quilômetros rodados. Literalmente. Piloto de teste da fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo, pôs à prova inúmeros automóveis, dentre eles uma série de Fuscas. Não teve carro da VW que não tenha passado por ele nos anos de fábrica. E melhor: passado por ele em condições extremas, condições às quais ele levava o carro. Era seu trabalho. Fico pensando se há trabalhos melhores que esse…

A história de Luiz Marcus Barros Pinto com carros vem de longa data, pelo menos desde os seus 16 anos, quando mexia neles por conta própria. Depois, além dos testes, ainda competia profissionalmente na Speed 1600. Segundo ele, em um Fusca 1600cc preparado para correr (com a devida segurança), pode-se chegar a 190km/h em uma reta de autódromo. Haja braço para tudo isso!

O Fusca AGD-8523 ano 1963 ainda não tem muita história nas mãos de seu proprietário atual, já que ele o comprou recentemente. Isso não quer dizer que não conheça o carro como a palma da mão. Não por menos, com toda essa bagagem…

O Fusca 63 de Luiz Marcus

O Fusca 63 de Luiz Marcus

O Fusca era só o pó da gaita

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Às 3h da manhã Victor Gutman e seu companheiro de viagem acordaram para preparar as últimas coisas antes de botar o pé na estrada, de Londrina rumo a Curitiba, com seu Fusca branco placa AIT-2479. Às 4h, disse ele, já estavam vendo o conta-giros da carocha trabalhando.

Não sei como foi a viagem deles, mas imagino que a região de Londrina e depois os Campos Gerais do Paraná, a essa hora da madrugada, ainda com o orvalho da noite, deviam proporcionar belas paisagens. O vento entrando pela frestinha da janela e o ronco do motor deviam completar o clima viageiro. Quem sabe ainda um chimarrão ou um café recém-coado na garrafa térmica para esquentar…

Victor, seu copiloto e seu Fusca 78 chegaram em Curitiba por volta das 12h. Vieram para participar do evento. Vieram para encontrar outros fusqueiros. Vieram porque ter um Fusca é ter um carro que vive fazendo história.

E a história desse AIT é longa.

Victor Gutman e seu Fusca 78

Victor Gutman e seu Fusca 78

Um morador de Nova Esperança, cidade do interior do Paraná entre Maringá e Paranavaí, comprou o Fusca 1300 zero quilômetro. Depois de quatro meses, sem mais conseguir pagar as parcelas do financiamento que tinha feito, vendeu o carro para o tio de Victor. Passados alguns anos, esse mesmo tio deu o automóvel para seu pai (avô de Victor), que o usava para ir ao sítio várias vezes por semana. Lá, carregava o Fusca com sal, mato e até bezerro! Resultado: o besouro branco acabou sendo “extremamente mal-cuidado” (palavras do próprio Victor). “O Fusca era só o pó da gaita”, afirmou.

Quando tinha 13 anos (hoje em dia ele tem 19) e pediu o Fusca para o avô, que concordou em dá-lo quando irmão mais velho de Victor completasse 18 anos. A segunda condição foi que teriam que levá-los, ao avô e ao Fusca, até Florianópolis.

Quatro anos mais tarde, Victor já com 17 e o irmão com 18, começaram a reformar o carro, que continuava mal-conservado. Embora não dispusessem de muito dinheiro, conseguiram deixar o carro em bom estado e cumpriram com a segunda condição do combinado: levar o avô e o Fusca de Nova Esperança até Florianópolis, a 750km de distância.

No caminho, tiveram um problema com o regulador e a bateria, que foram trocados em Londrina. De lá até a capital catarinense, o Fusquinha rodou macio.

Para Victor, assim como para muitas outras pessoas, o seu Fusca é como se fosse da família. Não troca ele por nada no mundo.

Dia Mundial do Fusca na Rede Massa

terça-feira, 23 de junho de 2009

A seguir a matéria que a Rede Massa produziu:

Se por algum motivo não tiver conseguido visualizar a matéria, assista ao vídeo no site da Rede Massa.

Dia Mundial do Fusca na CBN

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A CBN também compareceu ao evento. Leia abaixo, na íntegra, o texto da jornalista Denise Morini:

Colecionadores comemoram hoje o dia mundial do Fusca

A partida, a buzina, os motivos da criação do Fusca. Não precisa ser um Fusqueiro para conhecer estes detalhes do carro considerado por muitos o mais popular de todos os tempos.

O técnico mecânico Marco Aurélio Rebuli é o orgulhoso dono do Fusca Pavão Azul. Ele explica o porquê do apelido do carro.

Rebuli lembra que na década de 60, todos os Fuscas vendidos no Brasil eram iguais – o único diferencial era a cor. Só quem tinha muito dinheiro conseguia colocar acessórios no veículo.

O veículo está nas lembranças mais antigas do empresário Luiz Marcos de Barros Pinto. No interior de Minas Gerais, foi o avô dele o primeiro a ter um Fusca. As primeiras aulas de direção também foram no Volks, quando o empresário tinha apenas 12 anos de idade.

O primeiro carro de muitos motoristas foi o Fusca por ser um veículo mais barato. O empresário Willi Prescinotto não tem nenhum problema em assumir que encontrou o carro dele num ferro velho. Na época, pagou pela carcaça, mecânica, vidros e volante o equivalente a duas mensalidades no curso de Administração da PUC-PR. Para transformar a lata em um Fusca Alemão original ele gastou cerca de R$ 40 mil.

José Francisco dos Santos preferiu trazer o Fusca de estimação dos Estados Unidos – peça por peça. O modelo conversível dos anos 50 foi montado pelo próprio bancário, no quintal da casa dele.

Não importa se o carro veio do ferro velho ou do exterior porque para estes apaixonados – mais que um meio de transporte – o Fusca representa um estilo de vida.

Fonte: CBN Curitiba

Texto: Denise Morini

E ouça o áudio da matéria aqui:  Dia Mundial do Fusca.

Ou então pelo site, no seguinte link (depois do texto, há um ícone de alto-falante; é só clicar nele).

Dia Mundial do Fusca na RPC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A RPC foi cobrir o evento e entrevistou alguns fusqueiros. Veja a reportagem:

Se por algum motivo não tiver conseguido visualizar o vídeo, veja-o diretamente no site.