Posts com a Tag ‘dia mundial do fusca’

O segredo está ali debaixo

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Fusca do Everton é um carro especial. É um carro com duas facetas.

Se por dentro é todo original, por fora daria para dizer que é quase. Frente, para-choques e lataria do próprio carro. À primeira vista, não se perceberia nada, com exceção do belo bagageiro que leva no teto.

Mas é debaixo do capô que está o segredo. O diferencial do AJS-6988 está escondido ali.

Cavalaria escondida

Cavalaria escondida

“O Volkswagen Sedan 67, originalmente um 1300cc, foi arrumado para andar bem”, confessa Everton. Transformado em um 2.0 turbo, o Fusca tem tantos cavalos quanto qualquer outro carro 2.0 atual. Aliás, muitas vezes, tem até mais. Segundo o proprietário, o veículo, a álcool, chega a fazer 6km/l.

O Fusca é a xodó do Everton, e motivos tem de sobra…

everton carro

O 2.0 turbo do Everton

Me ame ou me deixe

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O carro do Rodrigo não é um Fusca qualquer. Ele compete em popularidade com astros da TV, de tão conhecido que é entre os fusqueiros. A lista de revistas em que saiu é imensa. Nem vale a pena ficar elencando.

Sua história com as carochas é interessante. Segundo Rodrigo, ele já tinha um Fusca dos sonhos, mas acabou vendendo-o. Sem seu ex-carro, ficou sentindo como se estivesse faltando algo. Estava mais que claro que ter um sonho realizado era imprescindível. Pôs-se à procura de outro automóvel que pudesse fazer jus às suas exigências.

Procurou, procurou e procurou…

De conversa com um amigo, cujo carro lhe agradava muito, contou que estava à procura de outro Fusca. Papo vai, papo vem e o negócio é feito. Rodrigo queria outro carro dos sonhos e seu amigo queria vender o seu.

Sem acreditar muito no que estava acontecendo, Rodrigo se viu proprietário de outro carro dos seus sonhos: um Fusca 1953. O Fusca era então um 1800 a gasolina e foi transformado em um 1800 a álcool. Um carro todo retrabalhado, com cabeçote comprado, freio a disco nas quatro rodas.

A única dúvida jazia na cor. Segundo Rodrigo, “é daquelas que ou você ama ou você odeia”…

Carro de revista

Carro de revista

O 51 foi todo retrabalhado

O 53 foi todo retrabalhado

Poleiro ano 59…

segunda-feira, 20 de julho de 2009
n substantivo masculino
1 vara disposta horizontalmente em que as aves pousam e dormem

Vara disposta horizontalmente em que as aves pousam e dormem.

Ao pé da letra, essa é a definição, segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, para poleiro. Na prática, é mais: galos, coco de galinha, pintinhos piando por todo lado, ninho de rato, canil de cachorro… A fauna sempre é ampla.

Muitos ambientalistas poderiam afirmar que, nessas condições, se costuma formar um microecossistema em que os animais convivem pacificamente. Mas tinha que ser dentro de um Fusca?

Em 99, com coragem e espantando os bichos do interior, desapropriou o poleiro e resgatou o Fusca 59 para seu habitat natural: as ruas. Ou pelo menos deu início ao retorno, já que há dez anos Willy tem trabalhado na reforma do carro.

“Estava um lixo, mas agora está ficando original, como eu queria”, disse Willy. Hoje em dia, com muitas peças tendo vindo da Alemanha, só está faltando o banco traseiro para dar por terminado o trabalho de uma década.

Originário da 1ª série alemã, o Fusca 59 é uma raridade. Willy sabe disso e tem orgulho do esforço que empregou para recuperá-lo. E nós de termos recebido essa relíquia no evento comemorativo do Dia Mundial do Fusca. Nestes dez anos, Willy afirmou que só tinha saído uma única vez com o VW Sedan antes de participar do evento. Que privilégio!

Um 6 volts 1200cc original

Um 6 volts 1200cc original

O Feioso?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A primeira coisa que Jaime Pellanda fez foi confessar: “Estou fazendo ele para o meu filho!”. Esse “ele” se refere a um carro cor azul armador todo equipado, com peças de primeira linha, tudo em lata, espelho importado, painel especialmente projetado e interior em couro.

Assim pela descrição, até se pode pensar que estejamos falando de um carro importado, mas não. Estamos falando de um Fusca 78 que, quando adquirido, não valia mais R$1.000,00. Hoje em dia, melhor nem falar…

Segundo Jaime, o carro era tão “estranho” que o chamavam de Feioso, como acabou ficando conhecido depois. Agora, de feioso o carro não tem nada. Tudo feito com primor e esmero.

O futuro presente para o filho

O futuro presente para o filho

Como pode ser visto nas imagens acima, Jaime não se acanhou, durante os dois anos de transformação, em modificar o carro segundo sua vontade. De quebra incrementou-o com rodas especiais, como mostra o detalhe:

A roda do Feioso

A roda do Feioso

Sem falar, é claro, na lataria. Tão polida estava que até é possível ver o reflexo do fotógrafo nela!

A única dúvida que fica é se depois o Jaime vai querer mesmo se separar dessa máquina…

Observação

E não esquecer que neste fim de semana tem o 1° Encontro de Clubes e Apaixonados por Volkswagen. O evento vai das 10h às 22h e será realizado no Shopping Total.

Fusca azul pavão?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Marco Rebuli é um apaixonado por Fuscas e nos mandou a história completa do seu. Leia-a na íntegra. O texto é do próprio Rebuli.

Era uma manhã de inverno de 1997 quando fomos à feira livre do Bacacheri. Estacionamos nosso carro logo atrás de um Fusquinha azul profundo muito conservado e cheio de acessórios. Começamos a olhá-lo e notamos uma discreta placa de papel em que estava escrito “VENDO” com caneta bic.

Combinamos de esperar para verificar com o dono o valor da preciosidade. Minha esposa e eu estavámos muito interessados. Passados uns 10 minutos, notamos que um casal de idosos, ela uns 300 anos e ele uns 500 anos,  que levaram 10 minutos para atravessar a rua!

Seu Alcides era o nome dele.

Pedi para dar uma olhada por dentro: debaixo dos tapetes, caixa de ar, tudo ok! Também pedi para ver o local do estepe, tudo ok! Motor: liguei, acelerei, mexi na polia, tudo ok! Verifiquei o preço: na época ele queria 5.000,00 e eu tinha 4.500,00. Conversando, aceitou os 4.500,00. Foi assim que compramos o nosso 1° VW antigo.

No domingo à tarde, fomos à casa do seu Alcides para concretizar a venda. Entreguei-lhe o dinheiro e ele me passou: o manual original, chave extra, chave da trava de câmbio, um jogo zerado de calotas, nota fiscal de compra (SERVOPA), jogo de sobrearos.

A partir daquele momento a família Rebuli (Marco, Lana e Kenndra) tinha um Fusquinha 1969.

Família Rebuli e seu Fusquinha AIJ-2326

Família Rebuli e seu Fusquinha AIJ-2326

Durante a semana, fizemos uma manuteção preventiva e, para surpresa, só foi preciso calibrar os pneus, Dunlop na época. Como o Fusquinha estava bem, resolvemos participar do 3° Sul-Brasileiro de Fuscas em Blumenau. Mesmo nunca tendo viajado de Fusca, não titubeamos. Saímos às 19h da sexta e chegamos a Blumenau à 1h30. Uma aventura inesquecível, porque choveu a viagem toda, os vidros ficaram embaçados, a luz do farol amarelo era muito fraca…

No evento, fomos muito bem-recebidos. Durante a premiação, perdemos o troféu de Fusca com mais acessórios para um Fusca de Pomerode que tinha bagageiro. Eu e minha esposa começamos então a buscar todo tipo de acessório raro de Fusca. Foi assim que começou a nascer o Fusca azul pavão (azul de sua cor, pavão de tanto adorno que ele apresenta…).

Começamos a participar de todo evento de Fuscas e de carros antigos que podíamos. Devido ao excesso de adornos que conseguimos, colecionamos muitos troféus. Alguns acessórios curiosos:

  • Maleiro traseiro - adquirido em Pomerode, foi presente do dono de um ferro-felho (usado de 1949 a 1954); é basculante e leva até três malas deitadas e uma inclinada, tudo do lado de fora;
  • Mosquiteiro - adquirido no Rio de Janeiro, acessório instalado na parte de cima do vidro móvel das portas, que mantém a circulação de ar dentro do Fusca e facilita o fechamento das portas, não deixando os insetos entrarem;
  • Trinco da porta do passageiro com chave – dispositivo de segurança que evita que uma criança abra a porta por acidente;
  • Quebra-sol externo – vindo da Alemanha, foi presente de um antigo chefe; é todo em alumínio e evita o uso do quebra-sol interno;
  • Quebra-joelhos – pequeno bagageiro interno que fica embaixo do painel do Fusca (em caso de acidente, ele normalmente quebra o joelho de quem está dirigindo);
  • Tela metálica dos faróis – evita que pedras (época em que as estradas eram de terra) quebrem a lente de vidro do farol;
  • Antiestática – pequena molinha que fica fixada na entrada do macaco, cuja função é, ao tocar o meio-fio, fazer um aterramento e descarregar a energia estática;
  • Tela de teto – para carregar mapas durante a viagem.

Com um total de mais de 113 acessórios internos e externos, o Fusca azul pavão é conhecido em todos os encontros de carro.

Os anos passaram e a família Rebuli cresceu (Marco, Lana, Kenndra e também Heronn). Começou a ficar apertado viajar com todos dentro do Fusca. Foi então que nasceu a ideia de adquirir uma Kombi Split 1975. Um banco para cada filho na viagem e espaço de sobra para a bagagem. Mas será que o Fusca ficaria no esquecimento? Não. A Kombi foi adaptada para levar na sua traseira nosso Fusca e assim continuarmos a participar dos eventos com o Fusquinha.

Fotos do evento

quinta-feira, 9 de julho de 2009

No dia 20 de junho cerca de 100 fusqueiros se reuniram na Copava do Centro Cívico para comemorar e homenagear o Dia Mundial do Fusca. Além da exposição dos carros, houve também distribuição de camisetas e papertoys. Veja algumas fotos do evento:

Fusqueiros enchendo o estacionamento

Fusqueiros lotando o estacionamento

Vista aérea do Dia Mundial do Fusca

Vista aérea do Dia Mundial do Fusca

Quase 200 pessoas visitaram o evento

Quase 200 pessoas visitaram o evento

Willians Zultanski, diretor comercial da Copava

Willians Zultanski, diretor comercial da Copava

A foto oficial dos colecionadores

A foto oficial dos colecionadores

Baixe também seu papertoy pelo site

Baixe também seu papertoy pelo site

No final do evento ainda ocorreu uma fusqueata

No final do evento ainda ocorreu uma fusqueata

Fusca-maternidade

segunda-feira, 6 de julho de 2009
Fusca AVM-1981, de Marcos Allenstein

Fusca AVM-1981, de Marcos Allenstein

Imaginem aquela correria de filho por nascer. É mãe preocupada com a bolsa arrebentada, pai catando os apetrechos do bebê, é vó dando apoio para a filha, tia deixando todos mais nervosos ainda.

Todos dentro do carro com rumo certo: maternidade.

Depois do trabalho de parto, nasce a criança. Na hora de ir embora, todos de novo dentro do carro. Ele: um Fusca 1973 de placa AVM-1981.

Levar para o colégio, futebol, parque, almoço na casa do avô, tudo sempre feito com o Volkswagen Sedan. Sem contar as inúmeras idas da família à praia nas férias, na região de Joinville. Significa dizer que subir a serra é brincadeira de criança para o robusto 1500cc.

Sua história começa em 73, seu ano de fabricação, quando o avó de Marcos o tirou zero da concessionária. Um ano depois, o avô o vendeu ao pai de Marcos, que o usou até dá-lo como herança para Marcos. Desde então, usa o carro diariamente, seja para ir ao trabalho, às baladas ou encontrar os amigos fusqueiros.

Se alguém nesse enredo todo pode dizer que tem uma história de vida com o Fusca, esse alguém é o Marcos. Só não nasceu dentro do carro porque seria meio difícil para os médicos fazerem o parto no banco de trás…

Fusca highlander

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Já ouviram falar de um Fusca 2008? Não? Devem estar se perguntando “como”, se até no México o último Fusca foi produzido em 2003. Fuscas 63, 64, 68, 70 ou até os Itamar são relativamente fáceis de encontrar, mas um 2008?

Cláudio Mello, no entanto, explica como isso pode acontecer. Reformando inteiramente um 79 com peças modernas. Exemplos:

  • Para-brisa com insufilm;
  • Para-choques cromados e pintados recentemente;
  • 4 bancos reclináveis individuais (lembrar que muitos Fuscas tinham bancos únicos na frente e atrás) em couro;
  • Forração interna também em couro;
  • Carro todo acarpetado;
  • Isolamento termoacústico do Mitsubish (teto, laterais, portas e motor);
  • Cintos de segurança de 3 pontos;
  • Todos os parafusos da lataria e chassi em aço inox;
  • Motor 1300cc novo (com somente 1300km rodados);
  • Mecânica geral e suspensão novas;
  • Rodas aro 17″ de Lamborghini;
  • 4 pneus Toyo 205/40;
  • Som Sony com sub 12″;
  • Alarme com sensor de presença;
  • Rastreador via satélite;
  • Painel remodelado em fibra de carbono e aço inox;
  • Volante esportivo;
  • Fiação elétrica toda nova.

Respondido? De quebra, Cláudio ainda garante que os 30 anos que o seu Fusca 79 já tem não são nada se comparados aos 50 (pelo menos!) que o seu 2008 ainda vai aguentar…

Cláudio com seu Fusca 2008(79)

Cláudio com seu Fusca 2008(79)

Abaixo, algumas fotos mostrando como um 79 vira um 2008:

Antes de tudo

Antes de tudo

Durante

Durante

E o interior

E o interior

O Almanaque do Fusca

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Escrito por Fábio Kataoka e Portuga Tavares, o Almanaque do Fusca é uma publicação única e de valor inestimável para qualquer apaixonado por Fuscas. A sinopse, de autoria da Livraria Cultura, dá mais detalhes:

Este é um livro sobre a história do Fusca, mas fala também dos outros carros que utilizaram a mesma plataforma, mecânica ou foram criados com o surgimento da grande indústria de automóveis iniciada no país com o seu sucesso. Aqui você conhecerá as histórias da Kombi, Gurgel, Miura, Bianco, TL, SP2, Daicon, Puma, Baja, Karman Ghia, Brasília, Variant, Jaguar e, claro, toda a história paralela do Fusca, seus modelos diversos, sua influência no cinema, na economia, na arte, na moda, na cultura pop, enfim, tudo o que foi criado a partir deste modelo que já passou por mais de 90.000 alterações e mantém o mesmo design original, tão ou mais marcante que o de uma garrafa da coca-cola, e que ainda hoje é responsável por recordes, como o de quilometragem, de tempo de fabricação, de maior produção mundial que há dez anos representava 30% da frota de carros no país e já foi preferido por 83% dos brasileiros.

Também é possível ler trechos dessa obra pelo Google Livros, que disponibilizamos aqui para vocês:

Se por acaso não tiver conseguido visualizá-lo, clique aqui e vá direto para a página do Google Livros.

Pé na tábua e pernas pra que te quero!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Luiz Marcus é mineiro e acabou vindo parar em Curitiba. Antes, porém, passou por São Paulo, onde deixou história.

Escreveu-a com muita gasolina e quilômetros rodados. Literalmente. Piloto de teste da fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo, pôs à prova inúmeros automóveis, dentre eles uma série de Fuscas. Não teve carro da VW que não tenha passado por ele nos anos de fábrica. E melhor: passado por ele em condições extremas, condições às quais ele levava o carro. Era seu trabalho. Fico pensando se há trabalhos melhores que esse…

A história de Luiz Marcus Barros Pinto com carros vem de longa data, pelo menos desde os seus 16 anos, quando mexia neles por conta própria. Depois, além dos testes, ainda competia profissionalmente na Speed 1600. Segundo ele, em um Fusca 1600cc preparado para correr (com a devida segurança), pode-se chegar a 190km/h em uma reta de autódromo. Haja braço para tudo isso!

O Fusca AGD-8523 ano 1963 ainda não tem muita história nas mãos de seu proprietário atual, já que ele o comprou recentemente. Isso não quer dizer que não conheça o carro como a palma da mão. Não por menos, com toda essa bagagem…

O Fusca 63 de Luiz Marcus

O Fusca 63 de Luiz Marcus