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O Fusca era só o pó da gaita

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Às 3h da manhã Victor Gutman e seu companheiro de viagem acordaram para preparar as últimas coisas antes de botar o pé na estrada, de Londrina rumo a Curitiba, com seu Fusca branco placa AIT-2479. Às 4h, disse ele, já estavam vendo o conta-giros da carocha trabalhando.

Não sei como foi a viagem deles, mas imagino que a região de Londrina e depois os Campos Gerais do Paraná, a essa hora da madrugada, ainda com o orvalho da noite, deviam proporcionar belas paisagens. O vento entrando pela frestinha da janela e o ronco do motor deviam completar o clima viageiro. Quem sabe ainda um chimarrão ou um café recém-coado na garrafa térmica para esquentar…

Victor, seu copiloto e seu Fusca 78 chegaram em Curitiba por volta das 12h. Vieram para participar do evento. Vieram para encontrar outros fusqueiros. Vieram porque ter um Fusca é ter um carro que vive fazendo história.

E a história desse AIT é longa.

Victor Gutman e seu Fusca 78

Victor Gutman e seu Fusca 78

Um morador de Nova Esperança, cidade do interior do Paraná entre Maringá e Paranavaí, comprou o Fusca 1300 zero quilômetro. Depois de quatro meses, sem mais conseguir pagar as parcelas do financiamento que tinha feito, vendeu o carro para o tio de Victor. Passados alguns anos, esse mesmo tio deu o automóvel para seu pai (avô de Victor), que o usava para ir ao sítio várias vezes por semana. Lá, carregava o Fusca com sal, mato e até bezerro! Resultado: o besouro branco acabou sendo “extremamente mal-cuidado” (palavras do próprio Victor). “O Fusca era só o pó da gaita”, afirmou.

Quando tinha 13 anos (hoje em dia ele tem 19) e pediu o Fusca para o avô, que concordou em dá-lo quando irmão mais velho de Victor completasse 18 anos. A segunda condição foi que teriam que levá-los, ao avô e ao Fusca, até Florianópolis.

Quatro anos mais tarde, Victor já com 17 e o irmão com 18, começaram a reformar o carro, que continuava mal-conservado. Embora não dispusessem de muito dinheiro, conseguiram deixar o carro em bom estado e cumpriram com a segunda condição do combinado: levar o avô e o Fusca de Nova Esperança até Florianópolis, a 750km de distância.

No caminho, tiveram um problema com o regulador e a bateria, que foram trocados em Londrina. De lá até a capital catarinense, o Fusquinha rodou macio.

Para Victor, assim como para muitas outras pessoas, o seu Fusca é como se fosse da família. Não troca ele por nada no mundo.

Dia Mundial do Fusca na Rede Massa

terça-feira, 23 de junho de 2009

A seguir a matéria que a Rede Massa produziu:

Se por algum motivo não tiver conseguido visualizar a matéria, assista ao vídeo no site da Rede Massa.

Dia Mundial do Fusca na CBN

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A CBN também compareceu ao evento. Leia abaixo, na íntegra, o texto da jornalista Denise Morini:

Colecionadores comemoram hoje o dia mundial do Fusca

A partida, a buzina, os motivos da criação do Fusca. Não precisa ser um Fusqueiro para conhecer estes detalhes do carro considerado por muitos o mais popular de todos os tempos.

O técnico mecânico Marco Aurélio Rebuli é o orgulhoso dono do Fusca Pavão Azul. Ele explica o porquê do apelido do carro.

Rebuli lembra que na década de 60, todos os Fuscas vendidos no Brasil eram iguais – o único diferencial era a cor. Só quem tinha muito dinheiro conseguia colocar acessórios no veículo.

O veículo está nas lembranças mais antigas do empresário Luiz Marcos de Barros Pinto. No interior de Minas Gerais, foi o avô dele o primeiro a ter um Fusca. As primeiras aulas de direção também foram no Volks, quando o empresário tinha apenas 12 anos de idade.

O primeiro carro de muitos motoristas foi o Fusca por ser um veículo mais barato. O empresário Willi Prescinotto não tem nenhum problema em assumir que encontrou o carro dele num ferro velho. Na época, pagou pela carcaça, mecânica, vidros e volante o equivalente a duas mensalidades no curso de Administração da PUC-PR. Para transformar a lata em um Fusca Alemão original ele gastou cerca de R$ 40 mil.

José Francisco dos Santos preferiu trazer o Fusca de estimação dos Estados Unidos – peça por peça. O modelo conversível dos anos 50 foi montado pelo próprio bancário, no quintal da casa dele.

Não importa se o carro veio do ferro velho ou do exterior porque para estes apaixonados – mais que um meio de transporte – o Fusca representa um estilo de vida.

Fonte: CBN Curitiba

Texto: Denise Morini

E ouça o áudio da matéria aqui:  Dia Mundial do Fusca.

Ou então pelo site, no seguinte link (depois do texto, há um ícone de alto-falante; é só clicar nele).

Dia Mundial do Fusca na RPC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A RPC foi cobrir o evento e entrevistou alguns fusqueiros. Veja a reportagem:

Se por algum motivo não tiver conseguido visualizar o vídeo, veja-o diretamente no site.

Palavras do criador

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Alexander Gromow, idealizador e criador do Dia Mundial do Fusca no mundo todo, nos mandou umas palavras para ilustrar o evento. Leia-as na íntegra abaixo:

Dia Mundial do Fusca – Palavras do criador

Amigos do Fusca de Curitiba,

Uma ideia só passa a ter valor quando ela se transforma em realidade.

No caso do Dia Mundial do Fusca, a maturação da ideia até o lançamento da data, que ocorreu durante o Quarto Encontro Internacional de Fuscas Antigos Bad Camberg, em junho de 1991, na Alemanha, levou quatro anos de um trabalho intenso, num tempo onde ainda não havia a Internet.

O percurso, em resumo, foi:

·        Lançamento da ideia no Terceiro Encontro de Fusca Antigos em Bad Camberg, em 1991, quatro anos antes.

·        Trabalho junto a clubes de vários países para definir uma data que seria a mais adequada para ser o Dia Mundial do Fusca (através de correio e do Boletim A Bananinha do FC do Brasil que eu redigia em dois idiomas – português e inglês).

·        Definição do dia 22 de junho, pois nessa data, em 1933, foi assinado o contrato para o desenvolvimento do Fusca pela empresa de Ferdinand Porsche.

·        Estabelecimento de detalhes para o lançamento e elaboração da declaração de Bad Camberg, que foi assinada por mim, pelo grande colecionador já falecido Heinz Willy Lottermann e pelo então curador do AutoMuseum Volkswagen, Dr. Bernd Wiersch.

·        Viagem para a Alemanha e lançamento do Dia Mundial do Fusca no dia 24 de Junho de 1995 perante uma plateia formada por fuscamaníacos dos cinco continentes.

O importante, agora, depois de 14 anos, é o trabalho de manutenção dessa data e é aí que a participação de vocês em sua comemoração assume um valor preponderante para a constante consolidação do Dia Mundial do Fusca.

Sendo assim eu gostaria de parabenizar a todos os presentes e dividir com vocês a alegria de ter sido mentor e de ter efetivamente lançado o Dia Mundial do Fusca, que agora pertence a todos que comemoram a data.

Saudações e agradecimento a todos.

Alexander Gromow

Nós da Copava agradecemos mais uma vez a você, Alexander, pelo gesto e pela iniciativa.

20 de junho – Evento na Copava em homenagem ao Dia Mundial do Fusca

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sábado, 20 de junho, foi realizado na Copava Centro Cívico um evento em homenagem ao Dia Mundial do Fusca. Veja abaixo o convite do evento:

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