Provavelmente os fusqueiros receberam a notícia da morte do ex-presidente Itamar Franco, no último sábado, de uma forma diferente. Afinal de contas, como não se lembrar dos últimos besouros produzidos no Brasil a pedido do político, que inclusive receberam o seu nome como apelido?
Em 1992, Itamar solicitou para a Volkswagen a volta da fabricação do veículo, por considerar que os demais carros do mercado brasileiro não tinham preços compatíveis com o bolso da população. Em janeiro de 1993, o ex-presidente assinou o acordo e, em agosto, reinaugurou a linha de montagem do Fusca na Fábrica Anchieta da VW, em São Bernardo do Campo-SP.
Logo que teve a produção reiniciada, o Fusca foi objeto de desejo de celebridades como o músico Geraldo Vandré e o ex-jogador de futebol Palhinha, destaque do São Paulo nas conquistas da Libertadores e do Mundial Interclubes.
Porém, com o tempo, o sucesso inicial foi derrubado pelas críticas que o besouro recebeu da imprensa. Além disso, na época surgiram modelos mais modernos e com um preço suficientemente baixo para fazer frente ao Fusca, que em junho de 1996 saiu de linha custando R$ 8,7 mil.
Esses seriam os últimos fuscas a serem produzidos no Brasil. Mesmo sem emplacar, pelo menos promoveram o retorno do veículo, que não era fabricado desde 1986. No memorial de Itamar, em Juiz de Fora-MG, está o Fusca conversível que o político usou especialmente na cerimônia de reinauguração da linha de montagem.



